Eu não fui aquele filho que gostava muita de ler, talvez
por não ter pessoas que fossem grandes leitores em casa. Minha mãe muito
atarefada com a casa e meu pai sempre trabalhando. Como tenho uma irmã mais
nova que eu 3,5 anos, só tinha vontade mesmo de ler revistas e gibi da turma da
Mônica. Quando fui para o Ensino Médio, em 1991 na E. E. Francisco Antunes
Filho, em Guarulhos - SP, tive ótimos professores e então fui colocado a prova
com a leitura. Minha professora de Língua Portuguesa e Literatura, Professora
Deucélia, nos levava à sala de leitura da escola. Nós escolhíamos os livros que
gostaríamos de ler, nos deitávamos em grandes almofadas e simplesmente praticávamos
a leitura. No final de cada bimestre contávamos às histórias que havíamos lido,
uns para os outros.
Esta prática me marcou muito, nunca mais esqueci da
Professora Deucélia e nunca mais esqueci da importância da leitura.
Outro professor que me despertou a leitura foi o
Professor Luiz Carlos, Biólogo, foi meu professor de Química no Ensino Médio,
uma verdadeira sumidade no que diz respeito à inteligência. Foi este professor
que me despertou o interesse pela leitura de artigos científicos, que me
ensinou a ensinar. Hoje sou professor graças a ele. Lembro-me das aulas, dos
livros paradidáticos que buscávamos nas editoras e dos debates sobre tantos
assuntos.
Tive muita sorte por encontrar tantos professores
dedicados a transformar a vida de pessoas como eu. Agradeço muito a todos eles
e sinto muitas saudades.
Ler ou escrever?
ResponderExcluirO hábito de escrever veio do meu antigo ginásio, a partir da sugestão do professor para fazermos um diário. Eu “contava” tudo para o diário e ele até tinha nome. Depois enveredei para a poesia e não parei mais de escrever.
Sou meio preguiçosa para ler. Acho que já li bastante, mas não o suficiente. E, além disso, esqueço facilmente do final do livro ou do filme... Preciso reler ou rever várias vezes. Por isso, os melhores resultados com livros foram aqueles em que fui direcionada a ler para depois fazer resumo ou algum estudo. Foi o que aconteceu com "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley e a "Odisséia" de Homero, entre outros. Foram livros que influenciaram o meu pensamento e de alguma forma marcaram a minha vida.
Mas não li só por obrigação, clássicos como "O Pequeno Príncipe" de Saint-Exupéry, “Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach, "O menino do dedo verde" de Maurice Druon, com certeza moldaram minha personalidade.
Também os livros de “autoajuda” a exemplo do “Liberte sua Personalidade” de Maxwell Maltz ou “Hei de Vencer” de Arthur Riedel, estimularam meu comportamento.
E romances espíritas, tais como, o “O Amor Venceu” de Zibia Gasparetto (Lucius) e “Nosso Lar” de Chico Xavier (André Luiz) que foram significativos para que eu elaborasse um sentido da vida.
Ler implica em escolhas. Promove a possibilidade de acrescentarmos um olhar novo, diferente sobre o que já conhecemos.
Acredito que a relação com a escrita e leitura depende de cada um, das suas aptidões e habilidades. Eu prefiro escrever embora seja mais trabalhoso. Criar é um trabalho árduo e depende também de muita pesquisa e leitura e, nesse sentido, o professor tem muita importância.
Incentivar a leitura, direcionar o estudo, corrigir a escrita são deveres de todos os professores seja de qual disciplina for.