segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR NA PRÁTICA DE LEITURA

            Eu não fui aquele filho que gostava muita de ler, talvez por não ter pessoas que fossem grandes leitores em casa. Minha mãe muito atarefada com a casa e meu pai sempre trabalhando. Como tenho uma irmã mais nova que eu 3,5 anos, só tinha vontade mesmo de ler revistas e gibi da turma da Mônica. Quando fui para o Ensino Médio, em 1991 na E. E. Francisco Antunes Filho, em Guarulhos - SP, tive ótimos professores e então fui colocado a prova com a leitura. Minha professora de Língua Portuguesa e Literatura, Professora Deucélia, nos levava à sala de leitura da escola. Nós escolhíamos os livros que gostaríamos de ler, nos deitávamos em grandes almofadas e simplesmente praticávamos a leitura. No final de cada bimestre contávamos às histórias que havíamos lido, uns para os outros.
            Esta prática me marcou muito, nunca mais esqueci da Professora Deucélia e nunca mais esqueci da importância da leitura.
            Outro professor que me despertou a leitura foi o Professor Luiz Carlos, Biólogo, foi meu professor de Química no Ensino Médio, uma verdadeira sumidade no que diz respeito à inteligência. Foi este professor que me despertou o interesse pela leitura de artigos científicos, que me ensinou a ensinar. Hoje sou professor graças a ele. Lembro-me das aulas, dos livros paradidáticos que buscávamos nas editoras e dos debates sobre tantos assuntos.

            Tive muita sorte por encontrar tantos professores dedicados a transformar a vida de pessoas como eu. Agradeço muito a todos eles e sinto muitas saudades.

Um comentário:

  1. Ler ou escrever?
    O hábito de escrever veio do meu antigo ginásio, a partir da sugestão do professor para fazermos um diário. Eu “contava” tudo para o diário e ele até tinha nome. Depois enveredei para a poesia e não parei mais de escrever.
    Sou meio preguiçosa para ler. Acho que já li bastante, mas não o suficiente. E, além disso, esqueço facilmente do final do livro ou do filme... Preciso reler ou rever várias vezes. Por isso, os melhores resultados com livros foram aqueles em que fui direcionada a ler para depois fazer resumo ou algum estudo. Foi o que aconteceu com "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley e a "Odisséia" de Homero, entre outros. Foram livros que influenciaram o meu pensamento e de alguma forma marcaram a minha vida.
    Mas não li só por obrigação, clássicos como "O Pequeno Príncipe" de Saint-Exupéry, “Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach, "O menino do dedo verde" de Maurice Druon, com certeza moldaram minha personalidade.
    Também os livros de “autoajuda” a exemplo do “Liberte sua Personalidade” de Maxwell Maltz ou “Hei de Vencer” de Arthur Riedel, estimularam meu comportamento.
    E romances espíritas, tais como, o “O Amor Venceu” de Zibia Gasparetto (Lucius) e “Nosso Lar” de Chico Xavier (André Luiz) que foram significativos para que eu elaborasse um sentido da vida.
    Ler implica em escolhas. Promove a possibilidade de acrescentarmos um olhar novo, diferente sobre o que já conhecemos.
    Acredito que a relação com a escrita e leitura depende de cada um, das suas aptidões e habilidades. Eu prefiro escrever embora seja mais trabalhoso. Criar é um trabalho árduo e depende também de muita pesquisa e leitura e, nesse sentido, o professor tem muita importância.
    Incentivar a leitura, direcionar o estudo, corrigir a escrita são deveres de todos os professores seja de qual disciplina for.

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